Mendoza, a terra do sol e o bom vinho

Continuando com a nossa série de artigos sobre os pontos turísticos mais relevantes da Argentina, hoje é a vez de Mendoza, a terra do sol, as belas montanhas e o bom vinho. Capital da província do mesmo nome, Mendoza é a quinta maior cidade da República Argentina. Do mesmo jeito que Buenos Aires, tem uma variada proposta cultural e uma intensa vida noturna, mesmo sendo de um tamanho consideravelmente menor.

O verão é parecido com aquele que conhecemos em Buenos Aires: quente e húmido e com temperaturas acima dos 25 graus. No inverno tudo muda já que ele é frio e seco, com temperaturas inferiores aos 8 graus, além de apresentar noites geladas. Qual seria a diferença então com o inverno portenho? Por causa da pouca umidade, as baixas temperaturas são menos difíceis de suportar que na capital argentina. As chuvas não são muito frequentes e o clima da região pode ser considerado quase desértico.

Só que Mendoza possui uma característica que Buenos Aires não tem: cai neve várias vezes por ano, principalmente ao redor da capital. Um atrativo que faz toda a diferença, principalmente para aquele público brasileiro que gosta do frio e da neve.

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Considerando então que o verão é bastante quente e o inverno costuma ser severo, as melhores épocas para visitar a cidade são em outono (entre os meses de março e junho) e durante a primavera (setembro a dezembro). Os preços estão mais em conta que na temporada alta e Mendoza tem menos turistas.

Argentina, Mendoza, Aconcagua

Agora, se você é amante dos esportes de inverno saiba que só poderá curtir as bondades dessas atividades precisamente na época mais fria do ano, entre os meses de junho e julho.

Cinco lugares que você não deve deixar de visitar em Mendoza

  • As cinco praças: a mais importante é a chamada Praça Independência, localizada no centro da cidade. As outras quatro são as praças San Martín, Chile, Espanha e Itália. Todas elas estão próximas da Praça Independência, são bem bonitas, com muito verde, estátuas e fontes d’água.

Plaza Independencia, Mendoza (Foto: Cornelius Klbelka)

  • Museu Municipal de Arte Moderno: as artes também têm o seu próprio espaço de destaque. O Museu, criado em 1967, funciona dentro da já mencionada Praça da Independência e apresenta diversas e interessantes obras de pintura, escultura, cerâmica e desenhos.
  • Parque San Martín: um belo complexo que abrange zoológico, centenas de espécies vegetais, uma lagoa e um anfiteatro. Quem foi seu criador? Alguém que sabe do assunto: nada menos que o paisagista Carlos Thays, o mesmo que fundou em Buenos Aires o Jardim Botânico de Palermo. No Parque San Martín é celebrada todos os anos a Fiesta Nacional de la Vendimia, a festa mais importante de Mendoza e que dura mais de uma semana.
  • Cerro La Gloria: um mirante natural onde aparece o monumento ao Exército dos Andes (de quase quinze toneladas de bronze), inaugurado em 1911 e homenageando ao General José de San Martín, o Libertador de América e herói indiscutido na região: os lugares que levam o seu nome são inúmeros! Desde o topo do Cerro você poderá curtir uma inesquecível vista panorâmica da cidade.

Mendoza, Cerro de la Gloria (Foto: Jorge Gobbi)

  • Aconcágua: a figura principal da Cordilheira dos Andes. Separa a Argentina do Chile e beira os sete mil metros de altura, a montanha mais alta de América do Sul. Para admirar a sua imponente beleza será necessário viajar quase 200 km desde a cidade de Mendoza, mas cada quilômetro realizado com certeza vale a pena.

O bus turístico de Mendoza percorre os principais pontos turísticos da cidade e, semelhante ao Buenos Aires Bus (embora com menos unidades e partindo só a cada 60 minutos), permite ao turista descer em qualquer ponto do trajeto e continuar depois no ônibus seguinte.

Os vinhos e adegas de Mendoza

A província de Mendoza é famosa por cima de tudo pela enorme produção de vinhos. 70% do volume nacional são produzidos nessa única região. Se você gosta de vinho, visitar as vinícolas e fazer uma degustação é um programa que não deve faltar no seu roteiro.

Mendoza, vinhos (Foto: Jorge Gobbi)

As principais áreas produtoras são Luján de Cuyo (apelidada de terra do Malbec), Valle de Uco e Maipú. Só nessas três cidades é possível encontrar perto de 1,5 mil adegas diferentes. Em Luján de Cuyo podemos encontrar as mais renomadas e tradicionais como Arizu, Catena Zapata, Chandon, Etchart, Nieto Senetiner e Norton. Existem tours a pé e de bicicleta que permitem conhecer aquelas adegas abertas para visitação.

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Como chegar

Quem se encontra em Buenos Aires pode contar com os serviços de Aerolíneas Argentinas, que oferece vários voos diários partindo desde o Aeroparque Jorge Newbery ou Ezeiza até o Aeroporto Internacional El Plumerillo. O tempo de voo sem conexão é de duas horas.

Mas se você quiser dispensar o avião e ir de ônibus, companhias tais como a Chevallier e Flecha Bus vão desde a Rodoviária de Retiro, em Buenos Aires, até a cidade de Mendoza e os 1,1 mil km que separam ambas as cidades podem ser realizados em aproximadamente treze ou quatorze horas.