Ir a Buenos Aires de carro: vale a pena ou não?

Uma coisa que muitos brasileiros se perguntam é se vale a pena ir a Buenos Aires de carro. A resposta não é tão simples assim porque entram em jogo muitos fatores e depende exclusivamente de cada turista.

No Brasil, principalmente na região sul, é muito comum ver carros com placas da Argentina. Em Santa Catarina, por exemplo, o número de veículos argentinos durante a temporada é considerável. Basta dar uma olhada pelas praias de Florianópolis ou Balneário Camboriú para tirar qualquer dúvida.

Mas não pense que esses carros todos vêm de Buenos Aires, não: a maioria é proveniente do norte argentino. A província de Misiones está quase na mesma altura que Santa Catarina e ainda faz divisa com o Paraná. Logo, a distância é muito menor que desde a capital do país vizinho.

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Em Buenos Aires, ao contrário, é bem pouco provável ver uma placa brasileira circulando pelas ruas. Os motivos podem ser muitos. Nesse artigo vamos lhe ajudar a decidir se ir a Buenos Aires de carro vale a pena ou não.

Saindo de carro desde o Brasil

Decidir fazer uma viagem dirigindo, ou não, desde o Brasil até Buenos Aires, é uma questão totalmente pessoal. Mesmo saindo da última cidade de Rio Grande do Sul, o tempo e a distância são consideráveis. Lembrando que muitos turistas brasileiros escolhem visitar a capital argentina apenas por três ou quatro dias. Nesse caso, ir pela estrada quando é possível viajar de avião e chegar em poucas horas não parece muito tentador.

Ir a Buenos Aires de carro, estrada

Mas as coisas mudam conforme a situação. Quem tem um carro idóneo para enfrentar esse tipo de viagens, e gosta de dirigir, acha o panorama bem diferente. Para uma família com vários membros ou um grupo de amigos que não tem pressa e dispõe de tempo, também.

Como regra geral, ir a Buenos Aires de carro pode ser mais vantajoso para os moradores do sul/sudeste brasileiro. Uma viagem desde Porto Alegre até o Obelisco são aproximadamente 1.300 km. Fazendo uma velocidade média de 80 km por hora, representariam 16 horas de viagem sem parar. Desde Florianópolis já seriam ao redor de 1.700 km, ou 21 horas. E desde Curitiba, 1.800 km (22 horas e meia). Os 80 km por hora são utilizados somente para ter uma ideia do tempo necessário. A velocidade real vai depender de cada um… mas lembre-se de respeitar os limites!!!

Dai para o norte já vai ficando menos interessante… e mais cansativo. O trecho São Paulo – Buenos Aires está separado por 2.200 km e desde Rio, são mais de 2.600km. É muito chão pela frente!

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Trânsito e gasolina

O trânsito portenho é complicado, às vezes até caótico. Os leitores que moram numa capital ou cidade grande no Brasil vão entender isso com maior facilidade. Mesmo assim, o tráfego é muito intenso, sobretudo nas horas de pico. No entanto, o que mais complica a circulação veicular são os piquetes diários na cidade. E aí o bicho pega. Congestionamento é uma coisa, mas ruas e avenidas cortadas durante horas podem ir um pouco além da paciência de muitos. Um item para levar em consideração.

Ir a Buenos Aires de carro, gasolina

O que dizer do preço do combustível? Dependendo do sobe e desce da economia (e do câmbio), a gasolina pode ficar igual ou até mais cara. Encher o tanque de um carro médio (50 litros) custa hoje aproximadamente 1.000 pesos, pouco menos de 200 reais. Isso com a gasolina Super, o equivalente da gasolina comum no Brasil, que sai 19 pesos o litro. Atenção que os aumentos de gasolina na Argentina são ainda mais frequentes que no Brasil.

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O álcool na Argentina não é utilizado, então os motores brasileiros Flex só irão beber gasolina (nafta, em espanhol). Já as camionetes e SUV’s com motores diesel poderão abastecer sem problemas. Um litro de óleo diesel pode ser conseguido desde 16 pesos (pouco mais de três reais).

Estacionamento

Outro detalhe importante é o preço dos estacionamentos: no micro centro é bastante alto. Um carro médio pode pagar até 20 reais por hora. Logicamente quem vai de carro deverá escolher um hotel ou apartamento com garagem. Um serviço que, por sinal, costuma ser cobrado fora do valor da diária. O problema acontece durante o dia: estacionar na rua é praticamente impossível. A solução acaba sendo uma só… morrer num estacionamento pago.

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Nas garagens é bem comum ter que deixar as chaves com o manobreiro. Por quê? Porque durante a sua permanência o carro poderá ser colocado numa outra vaga. Ponto negativo. Os roubos dentro dos estacionamentos são pouco frequentes, mas arranhões ou alguma batidinha sim. Muitos portenhos ainda têm aquele costume de encostar no carro da frente (ou de trás) na hora de estacionar. E depois ir embora, é claro.

Quem dirige melhor (ou pior): o argentino ou o brasileiro?

Sinceramente é uma pergunta bem difícil de responder e a intenção não é criar polêmica. Eu tenho carteira de motorista nos dois países e já vi aberrações inqualificáveis em ambos os lados. Só muda o sotaque. Porém, sempre aparecem algumas diferenças que chamam à atenção.

Ir a Buenos Aires de carro, centro

Se você é daqueles que conservam a boa prática de ligar a seta antes de trocar de pista, meus parabéns. Em Buenos Aires isso quase não existe, seja qual for a idade do motorista. Parar numa faixa e esperar os pedestres passarem quando não há semáforo, também não é muito habitual. Mas para sermos sinceros, isso acontece em algumas cidades do Brasil… e em outras não.

Conclusão

Na verdade não ter carro próprio em Buenos Aires não é exatamente o fim do mundo. Muito pelo contrário. E em alguns casos pode até ser um alívio. Mais ainda se pensarmos o econômico e fluído que resulta o transporte público. A distância entre os principais pontos de visitação da cidade também não é grande. Pode ser percorrida sem maiores problemas utilizando ônibus, metrô ou até táxi.

Ir a Buenos Aires de carro (Foto: foradoeixo)

Estar de carro é conveniente, sim, se você quiser conhecer outras cidades além de Buenos Aires. A praticidade e a independência que um carro outorga não tem comparação. Também não precisa se preocupar com o excesso de bagagem: um porta malas espaçoso já é suficiente. Como já falamos no início do post, uma família inteira ou uma turma de amigos podem ser beneficiar bastante. Basta fazer a conta com o valor de cada passagem de ônibus ou avião ida e volta. Só que ao mesmo tempo é necessário incluir as despesas de alimentação e até hospedagem durante a viagem, segundo o caso. Como fica a balança?

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Então, qual vai ser a sua próxima decisão? Entrar no site de alguma empresa aérea ou levar o seu carro para a revisão e ir atualizando o GPS?